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HISTÓRIA


 A toponímia das freguesias, para além da evolução fonética das palavras, sofreu alterações significativas através dos séculos, tanto por anexação como por substituição de topónimos.

 Em Barcelos-cidade, por exemplo, " a freguesia então dita de S. Pedro de Barcelos  cedeu este topónimo a Santa Maria de Barcelos  quando esta foi criada e se tornou  freguesia independente, após a concessão de foral por D. Afonso Henriques, 1156-1169, e adoptou o de Vila Frescainha, já usado pela freguesia limítrofe de S. Martinho".

O topónimo da nossa freguesia passou por um fenómeno de regressão dado que o topónimo primitivo, depois de ter estado esquecido durante um tempo bastante longo, volta a usar-se sozinho, como a princípio. Originariamente, a freguesia aparece designada por Santo André de Barcelos.

O Censual do século XI, e seguintes, ao enumerar os templos e as vilas ou povoações cristãs que existiam e perduraram até a elevação do bispo D. Pedro, em Maio de 1071, referem, sob o número 28, a freguesia de Santo André de Barcelos. Depois, ao tratar a organização económica da diocese e ao descrever  o Património Fundiário da Sé de Braga entre 1071 e 1099 reitera-se a informação ao dizer que a Sé de Braga adquiriu por doação, em 3 de Agosto de 1073, três herdades, as vilas de Egelanes, de Rial e de Barcelos, sitas na freguesia de Santo André de Barcelos , sendo doador Afonso Nantemiriz, "doação com reserva de usufruto e com outras condições": De Sancto Andrea de Barcellos, 1073, doação das villas Egelanes et Rial et Barcellos.

 Posteriormente, a partir, pelo menos, de 1258, as Inquirições e os Censuais identificam-na sob o nome de Santo André de Mareces. Barcelinhos aparece aí como micro-topónimo: Item, dixit quod in Barcelinos pectant vocem et calumpniam ad forum de Barcelus .

 Num documento de escambo de 1459, entre o Conde Dom Afonso e o Arcebispo de Braga, que se arquiva in Rerum Mirabilium , Vol. III, P. 43, mantém-se ainda a designação de Santo André de Mareces. Nele se permuta o Padroado de Santo André Apóstolo e da de São Paio de Carvalhal pelos das igrejas de São Fins de Tamel e da Lapela,  hoje lugar de Fonte Boa, e que foi freguesia até ao século XVI. No lugar de Lapela está agora a capela de N. Senhora da Graça, antiga igreja paroquial dessa extinta freguesia.

A confirmar esta alteração, enumeramos mais algumas datas, segundo o Bispo Dom Pedro :1220, "De Sancto Andrea de Mareces" (Marecos); 1258, "In collatione Sancti Andree de Mareces; 1320, Ecclesia Sancti Andree de Moroces; 1371, Ecclesia Sancti Andree de Mareçes; 1400, Sant Andre de Marecos; 1528, Mareces S. Andre (anexa) a Barcelos.

Mais tarde, certamente por influência do núcleo populacional que se desenvolveu junto à recém construída Ponte Medieval, a freguesia reassumiu o topónimo primitivo, embora no diminutivo: Santo André de Barcelinhos. A primeira referência conhecida data de 1606 que é também a data do 1º livro de Assentos de Baptismo que chegou até nós. O topónimo Mereces subsiste, actualmente,  como lugar.

 


 

 

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